Quando vim para Lisboa foi difícil a partida... Toda a minha vida, ou quase toda, estava ali! Faltava o André... Não fazia sentido um lá e outro cá. Nas despedidas ficavam o trabalho de 10 anos, os amigos, a Igreja, tanta coisa de importante como a família, os pais, irmão, cunhada e as sobrinhas... Do mais duro foram as sobrinhas...
A distância... parecia imensa, 2 horas (vá, 1h30 se for abrir), mas em nada se compara com um oceano a separar, nem rio tenho que me separe, porque estou aquém-Tejo ;). De que me lamento eu?
Perdi muitas coisas, mas ganhei tantas outras... As saudades vão-se matando e o tempo também ajuda a diminuir a intensidade. A tecnologia, um outro recurso, ajuda a minimizar as distâncias, mas incomparável com o momento vivido de viva voz. Sinto muitas vezes, quando estamos juntas, que é como se tivessemos acabo de estar ontem, mas outras... claro que se perde, crescem rápido, é inevitável, é galopante nesta fase da vida delas.
Já cá estou há 4 anos (fez dia 1 de Abril) e garanto que passa a correr, sem darem conta, como num abrir e fechar de olhos, eles estarão de volta. Claro que se perde muita coisa, mas vão ganhar muito mais, vocês e eles. Comparando com a eternidade, o que são 4 anos? Vão passar a correr!
Estaremos a orar por vocês e por eles.
Que Deus vos abênçoe.
Nota: Foto tirada na Kidzânia em Março de 2012 - Saída entre tia e sobrinhas - pagou a Galp ;) !!
terça-feira, 29 de maio de 2012
"Temos um Deus que caminha ao nosso lado, que "tabernacula" entre nós em meio ao deserto grande e assustador. Temos um Deus de graça, que ama até os do pó - e sobretudo os do pó." Philip Yancey
Nota: Foto tirada em Vinhais, início de Maio de 2012, percurso pedestre - trilho dos contrabandistas em direcção à fraga dos 3 reinos (Portugal, Castela e Leon)
Mais um belo fim de tarde bem passado em excelente companhia ! As conversas foram boas, mas por períodos muito profundas e dolorosas. Entretanto aparece o fondue, afinal "o que é doce nunca amargou". Obrigada pela vossa presença António Pedro, Sofia e "Kinina"
Há quanto tempo não aparecia por aqui... Outros espaços se seguiram e este ficou para trás... mas esta semana senti saudades deste cantinho... Foi ao visitar o teu espaço Ana Rute! Obrigada pelo teu convite! Este era um sítio que me fazia bem e já me tinha esquecido disso... Senti-me desafiada a voltar!
Nota: Foto tirada em Vinhais, no início deste mês, num jardim particular, de particular beleza, onde o cuidado se revela em cada canteiro, faz-me pensar na importância do cuidar... em tudo!!
Só para afastar esta tristeza
Para iluminar meu coração
Falta-me bem mais tenho a certeza
Do que este piano e uma canção
Falta-me soltar na noite acesa
O nome que no peito me sufoca
E queima a minha dor
Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
Para depois segui-lo por onde for
Ou então dizê-lo assim baixinho
Embalando com carinho
O teu nome meu amor
Porque todo ele é poesia
Corre pelo peito como um rio
Devolve aos meus olhos a alegria
Deixa no meu corpo um arrepio
Porque todo ele é melodia
Porque todo ele é perfeição
É na luz que vem
Falta-me dizê-lo lentamente
falta soletrá-lo devagar
ou então bebê-lo como um vinho
que dá força pró caminho
quando a força faltar
Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
Para depois segui-lo por onde for
Ou então dizê-lo assim baixinho
Embalando com carinho
O teu nome meu amor
Porque todo ele é melodia
e porque todo ele é perfeição
É na luz que vem
Falta-me soltá-lo aos quatro ventos
Para depois segui-lo por onde for
Ou então dizê-lo assim baixinho
Embalando com carinho
O teu nome meu amor
Recomeça… Se puderes, Sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado, Vai colhendo Ilusões sucessivas no pomar E vendo Acordado, O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças.